Quando me apercebi que o Valter Hugo Mãe tinha novamente saído da sua zona de conforto e colocado a ação do seu novo romance no Japão, interroguei-me sobre se seria possível a alguém nascido e criado no ocidente conseguir captar a essência de uma cultura tão distante da nossa. Sei que já o tinha feito no anterior, desumanização, sobre uma Islândia remota e sombria.
Em Homens imprudentemente poéticos Valter Hugo Mãe retrata dois homens, desgastados pelos seus medos interiores e superstições ancestrais. Um fascinado pela morte o outro o desanimo pela vida. Novamente somos surpreendidos por um romance que tem tanto de sensível como de dureza da vida no estado mais puro.

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