segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O velho e o mar

O velho e o mar de Emingway estava na minha lista de leitura faz tempo, mas são tantos os livros que tenho por ler que quando acabava um rapidamente o substituía por outro da fila dos livros por ler que vamos sempre acumulando, ou porque nos oferecerem ou porque nos entusiasmamos quando os vemos.
Um dia, passando por uma livraria já antiga na baixa do porto na rua da fabrica , de um impulso entrei e perguntei se tinham alguma edição, e foi esta que me foi apresentada e comprei por pouco mais de 10€.
Como apaixonado pelo mar e pesca não tardou a fazer-me companhia na viagem de metro e como não podia deixar de ser vivi 3 intensos dias de mar com o espadarte na linha na noite fresca e ao sol abrasador do golfo.
Não será necessário dizer que é leitura obrigatória

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Kyoto

Não foi o primeiro livro que li de Kawabata, a minha introdução a este escritor japonês foi com a Terra da Neve mas rapidamente percebi que teria de ler mais tal foi o impacto da sua escrita. De uma forma simples e subtil mergulhamos num universo tão culturalmente distante do nosso, mas que na essência humana acabamos por ser todos tão iguais.
Em Kyoto somos absorvidos por um Japão antigo, em transição, de jardins floridos,  templos e artesãos. De contemplação da beleza, de encontros e desencontros e de amor , áreas em que Yasunari Kawabata foi exímio em transcrever para o papel.

* edição lida

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Homens imprudentemente poéticos

Quando me apercebi que o Valter Hugo Mãe tinha novamente saído da sua zona de conforto e colocado a ação do seu novo romance no Japão, interroguei-me sobre se seria possível a alguém nascido e criado no ocidente conseguir captar a essência de uma cultura tão distante da nossa. Sei que já o tinha feito no anterior, desumanização, sobre uma Islândia remota e sombria.
Em Homens imprudentemente poéticos Valter Hugo Mãe retrata dois homens, desgastados pelos seus medos interiores e superstições ancestrais. Um fascinado pela morte o outro o desanimo pela vida. Novamente somos surpreendidos por um romance que tem tanto de sensível como de dureza da vida no estado mais puro.